Existem partidas que, independentemente do tempo, mantêm o peso de uma novidade. Para Beth Goulart, o processo de elaboração da ausência de sua mãe, a inesquecível Nicette Bruno, permanece um exercício contínuo de afeto e resiliência. Em um relato sincero, Beth traz à tona o impacto do “susto” que a despedida trouxe — um sentimento que muitos de nós reconhecemos ao enfrentar o luto de figuras que, para além da arte, são o nosso alicerce.
Mais do que o relato de uma perda, as palavras de Beth são um tributo à trajetória de uma das maiores damas da dramaturgia brasileira. Ao falar abertamente sobre o vazio deixado por Nicette, Beth não apenas compartilha uma dor pessoal; ela convida seu público a refletir sobre a importância da preservação da memória e a beleza de manter vivo o legado de quem amamos. Em tempos de efemeridade, a pausa para honrar quem nos formou é um gesto de rara nobreza.





