Território: Camadas Culturais
Há uma precisão quase arqueológica na forma como Gabriel Lima enxerga o solo brasileiro. Em sua nova exposição, intitulada “Território — Camadas Culturais”, o artista plástico nos convida a um passeio subjetivo por trás dos olhos de quem de fato vive a narrativa do país. A mostra reúne uma série de obras que traduzem diferentes fases de sua carreira, costuradas por anos de pesquisas e imersões profundas.
O trabalho de Gabriel funciona como um acalanto para a memória coletiva. Suas telas acendem luzes sobre histórias invisibilizadas, manifestações religiosas, o folclore e a densidade de tudo o que é produzido pela vida humana na nossa terra. Através de movimentos fluidos, cores magnéticas e texturas marcantes que pairam sobre a superfície, o espectador é provocado a interagir emocionalmente com cada tela. São detalhes cirúrgicos que convidam à contemplação absoluta do objeto, o exato momento em que a matéria bruta se transforma em arte pura. Uma parada obrigatória no circuito cultural carioca. *

Eu Urjo Por Diálogo” – 2022
Está obra abstrata é um convite a buscar em si mesmo o sentido nos movimentos e cores através das suas próprias referências.
Com a frase usando licença poética, trago a reflexão sobre o diálogo nas relações.

Barranco II
Estas obras retratam uma história chocante. Na década de 80,milhares de homens de todo o país foram para o estado do Pará e cavaram 300 metros de profundidade em barrancosem busca de ouro. Foi a segunda maior concentração de mão de obra humana da história. A primeira foi a pirâmide de Gize.
Uma história de vidas, mortes, milagres e degradação do ser humano diante da ambição. Hoje este buraco é um lago com 300 metros de profundidade.
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