Equipe da cantora cita fortes chuvas, afirma que empresa contratada executava a obra e ressalta que processo ainda não teve decisão definitiva
Simone Mendes se pronuncia, por meio de sua equipe, sobre a disputa judicial relacionada ao desabamento envolvendo uma obra de sua propriedade em Tamboré, Barueri, na Grande São Paulo. O episódio atingiu o imóvel vizinho, ligado a Léo Stuart, guitarrista da banda Tihuana.
Segundo o colunista Daniel Nascimento, do jornal O Dia, o caso aconteceu em 6 de novembro de 2024, durante um período de fortes chuvas. Desde então, documentos, perícias e decisões judiciais passaram a integrar a disputa entre as partes.
Além dos prejuízos materiais relatados por Léo, uma perícia judicial apresentou conclusões desfavoráveis à cantora. Por outro lado, Simone contesta as acusações e sustenta uma versão diferente sobre as circunstâncias do episódio.
Simone Mendes se pronuncia sobre o caso
Em nota, a equipe da sertaneja destacou as condições climáticas registradas na época e afirmou que uma empresa contratada executava a obra.
Leia o posicionamento na íntegra:
“De acordo com o escritório, o episódio ocorreu durante um período de fortes chuvas e é tratado como um incidente. A execução da obra foi realizada por uma empresa contratada, responsável pela condução dos trabalhos e por todas as questões relacionadas à segurança da obra. O caso está sendo discutido judicialmente e o processo segue em tramitação, sem decisão definitiva até o momento.”
Dessa forma, a equipe de Simone ressalta que o processo continua em andamento e também atribui à empresa contratada a responsabilidade pela condução e pelas questões de segurança relacionadas à execução da obra.
Perícia apresentou conclusão desfavorável
Apesar do posicionamento da cantora, uma perícia judicial juntada ao processo apresentou uma conclusão diferente sobre as causas do desabamento.
Segundo o perito, o muro relacionado à construção de Simone apresentava problemas de drenagem e de suporte para esforços horizontais.
Além disso, a análise técnica concluiu que, com a saturação do solo durante as fortes chuvas, a estrutura teria funcionado como uma espécie de “barragem”. Como consequência, a pressão teria aumentado sobre o muro vizinho até o colapso.
A defesa da cantora, contudo, contesta essa versão. Os advogados apresentaram argumentos técnicos diferentes e também destacaram a intensidade das chuvas registradas no período.
Justiça manteve decisão após recurso de Simone
A disputa também avançou no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). A Justiça determinou a paralisação da obra e a realização de reparos na propriedade atingida.
Simone recorreu. Ainda assim, o TJ-SP manteve a tutela de urgência que determinou as medidas.
Posteriormente, a defesa também apresentou embargos, mas o Tribunal manteve o entendimento anterior.
Mais recentemente, os advogados da sertaneja apresentaram um Recurso Especial, buscando levar a discussão ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). No entanto, a apresentação desse recurso não significa, por si só, que a Corte Superior já esteja analisando o mérito do caso.
Advogado de Léo fala em descumprimento
Enquanto a disputa continua, os representantes de Léo Stuart afirmam que Simone ainda não teria cumprido integralmente a determinação judicial.
Segundo o advogado do guitarrista, a obra continuaria em andamento apesar da decisão que determinou sua paralisação. Essa alegação, porém, representa a versão da parte de Léo.
Por sua vez, a defesa de Simone já apresentou no processo argumentos relacionados às dificuldades técnicas para executar as medidas nos moldes determinados pela Justiça.
Assim, embora a cantora tenha enfrentado decisões desfavoráveis nesta fase da disputa, os pedidos indenizatórios ainda não tiveram julgamento definitivo. O processo continua em andamento.






